Clicar, sozinho,
raramente é o problema.
Na maior parte das vezes o dano não vem do clique: vem do que aconteceu depois — uma senha digitada, um arquivo instalado, um código informado. Comece descobrindo qual foi o seu caso.
Atualizado em 1 de setembro de 2026
Descubra em qual caso você está
Leia as três situações e vá direto para a sua:
- Abri a página e fechei. Risco baixo. Não é preciso entrar em pânico.
- Digitei alguma coisa — senha, dados do cartão, código de verificação. Vá para a seção de senhas agora.
- Baixei ou instalei um arquivo — um aplicativo, um “comprovante” que pediu instalação, algo terminado em .apk. É o caso mais sério.
Se você digitou dados ou uma senha
Se você informou dados do cartão, ligue para o número do verso e peça o bloqueio e a emissão de um cartão novo. Se algum valor já saiu por Pix, peça o MED ao seu banco e anote o protocolo. Depois registre o boletim de ocorrência.
Ative a verificação em duas etapas nos serviços afetados, começando pelo e-mail e pelo banco.
Se você instalou um arquivo ou um aplicativo
Esse é o caso que pede pressa, porque um aplicativo instalado por fora da loja pode ler o que você digita e mostrar telas falsas por cima das verdadeiras.
- Tire o aparelho da internet: ative o modo avião e desligue o Wi-Fi.
- Desinstale o aplicativo. Se ele não aparece na lista, procure em ajustes, aplicativos, e retire também as permissões de acessibilidade e de “aparecer sobre outros aplicativos”.
- De outro aparelho, troque a senha do banco, do e-mail e das redes sociais.
- Ligue para o banco pelo número do verso do cartão, conte o que houve e peça o bloqueio preventivo.
- Se restar dúvida, faça o backup das suas fotos e restaure o aparelho para a configuração de fábrica. É chato, e é a única limpeza que não deixa resto.
Se você só abriu e fechou
Feche a aba, não volte à página e apague a mensagem depois de guardar um print. Nos próximos dias, fique atento a:
- Cobranças pequenas e estranhas na fatura do cartão, do tipo teste.
- Avisos de acesso ou códigos que você não pediu chegando por SMS e e-mail.
- Contatos seus recebendo mensagens em seu nome.
Se aparecer qualquer um desses sinais, trate como o caso anterior: senhas trocadas de outro aparelho e ligação para o banco.
Depois: denuncie e avise
Encaminhe a mensagem para quem a recebeu junto com você e denuncie o remetente dentro do aplicativo em que ela chegou. Se o link veio em nome de uma empresa, avise a empresa pelo canal que você já conhece.
Guarde os prints e o horário. Se houve prejuízo, tudo isso entra no boletim de ocorrência.
Dúvidas frequentes
Só abrir um link já infecta o celular?
É raro em celulares atualizados. O prejuízo quase sempre depende de você digitar algo ou instalar alguma coisa. Ainda assim, mantenha o sistema e o navegador atualizados.
A página pediu meus dados e eu preenchi metade. Conta?
Conta. O formulário costuma enviar o que já foi digitado. Troque as senhas envolvidas do mesmo jeito.
Preciso trocar o número do telefone?
Não. Troque senhas, ative a verificação em duas etapas e, se houve instalação de aplicativo, limpe o aparelho.
Como sei se um aplicativo instalado é o problema?
Sinais comuns: bateria acabando rápido, telas piscando ao abrir o banco, aplicativo sem ícone ou com nome genérico como “Sistema” e permissões de acessibilidade ligadas sem você saber.
Na dúvida, encaminha.
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O Verifica não é banco, WhatsApp, Meta, polícia ou órgão público, e nunca pede senha, código de verificação ou dados do cartão.
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