Depois do clique

Clicar, sozinho,
raramente é o problema.

Na maior parte das vezes o dano não vem do clique: vem do que aconteceu depois — uma senha digitada, um arquivo instalado, um código informado. Comece descobrindo qual foi o seu caso.

Atualizado em 4 min de leitura
Neste guia
  1. Descubra em qual caso você está
  2. Se você digitou dados ou uma senha
  3. Se você instalou um arquivo ou um aplicativo
  4. Se você só abriu e fechou
  5. Depois: denuncie e avise
  6. Dúvidas frequentes

Descubra em qual caso você está

Leia as três situações e vá direto para a sua:

  1. Abri a página e fechei. Risco baixo. Não é preciso entrar em pânico.
  2. Digitei alguma coisa — senha, dados do cartão, código de verificação. Vá para a seção de senhas agora.
  3. Baixei ou instalei um arquivo — um aplicativo, um “comprovante” que pediu instalação, algo terminado em .apk. É o caso mais sério.

Se você digitou dados ou uma senha

O que fazer agoraTroque agora a senha do serviço em que você digitou, usando outro aparelho e entrando pelo aplicativo oficial ou digitando o endereço do site você mesmo. Depois troque a senha do seu e-mail e de qualquer outro serviço em que você usava a mesma senha.

Se você informou dados do cartão, ligue para o número do verso e peça o bloqueio e a emissão de um cartão novo. Se algum valor já saiu por Pix, peça o MED ao seu banco e anote o protocolo. Depois registre o boletim de ocorrência.

Ative a verificação em duas etapas nos serviços afetados, começando pelo e-mail e pelo banco.

O Verifica não fala com banco, polícia ou serviço de emergência por você e não pode garantir a recuperação.

Se você instalou um arquivo ou um aplicativo

Esse é o caso que pede pressa, porque um aplicativo instalado por fora da loja pode ler o que você digita e mostrar telas falsas por cima das verdadeiras.

  1. Tire o aparelho da internet: ative o modo avião e desligue o Wi-Fi.
  2. Desinstale o aplicativo. Se ele não aparece na lista, procure em ajustes, aplicativos, e retire também as permissões de acessibilidade e de “aparecer sobre outros aplicativos”.
  3. De outro aparelho, troque a senha do banco, do e-mail e das redes sociais.
  4. Ligue para o banco pelo número do verso do cartão, conte o que houve e peça o bloqueio preventivo.
  5. Se restar dúvida, faça o backup das suas fotos e restaure o aparelho para a configuração de fábrica. É chato, e é a única limpeza que não deixa resto.
Não instale um “antivírus” indicado pela mesma mensagem, nem aceite ajuda de quem ligar oferecendo suporte técnico para resolver. É assim que o segundo golpe entra.

Se você só abriu e fechou

Feche a aba, não volte à página e apague a mensagem depois de guardar um print. Nos próximos dias, fique atento a:

  • Cobranças pequenas e estranhas na fatura do cartão, do tipo teste.
  • Avisos de acesso ou códigos que você não pediu chegando por SMS e e-mail.
  • Contatos seus recebendo mensagens em seu nome.

Se aparecer qualquer um desses sinais, trate como o caso anterior: senhas trocadas de outro aparelho e ligação para o banco.

Depois: denuncie e avise

Encaminhe a mensagem para quem a recebeu junto com você e denuncie o remetente dentro do aplicativo em que ela chegou. Se o link veio em nome de uma empresa, avise a empresa pelo canal que você já conhece.

Guarde os prints e o horário. Se houve prejuízo, tudo isso entra no boletim de ocorrência.

Dúvidas frequentes

Só abrir um link já infecta o celular?

É raro em celulares atualizados. O prejuízo quase sempre depende de você digitar algo ou instalar alguma coisa. Ainda assim, mantenha o sistema e o navegador atualizados.

A página pediu meus dados e eu preenchi metade. Conta?

Conta. O formulário costuma enviar o que já foi digitado. Troque as senhas envolvidas do mesmo jeito.

Preciso trocar o número do telefone?

Não. Troque senhas, ative a verificação em duas etapas e, se houve instalação de aplicativo, limpe o aparelho.

Como sei se um aplicativo instalado é o problema?

Sinais comuns: bateria acabando rápido, telas piscando ao abrir o banco, aplicativo sem ícone ou com nome genérico como “Sistema” e permissões de acessibilidade ligadas sem você saber.

Na dúvida, encaminha

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O Verifica não é banco, WhatsApp, Meta, polícia ou órgão público, e nunca pede senha, código de verificação ou dados do cartão.

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