Boletim de ocorrência

O boletim online
leva vinte minutos.

Quase todos os estados têm uma Delegacia Virtual: você registra a ocorrência pela internet, sem sair de casa, e recebe o documento por e-mail. É o que dá existência oficial ao seu caso.

Atualizado em 1 de setembro de 2026

Antes de abrir o site

O que fazer agoraSe o dinheiro saiu hoje, ligue primeiro para o banco e peça o MED. O bloqueio é sensível ao tempo; o boletim, não. Faça o boletim logo em seguida, com o protocolo do banco em mãos.
O Verifica não fala com banco, polícia ou serviço de emergência por você e não pode garantir a recuperação.

Para que serve o boletim

Muita gente acha que não adianta. Adianta, e por motivos concretos:

Como registrar, passo a passo

  1. Procure pelo nome Delegacia Virtual junto com o nome do seu estado. É um serviço da Polícia Civil. Vários estados usam o portal nacional do Ministério da Justiça, e nesse caso você escolhe o estado na primeira tela.
  2. Escolha o tipo de ocorrência mais próximo: estelionato, fraude eletrônica ou crime cibernético, conforme os nomes que o portal oferecer.
  3. Preencha seus dados com calma. O documento vem com o seu nome e serve como declaração formal.
  4. Escreva o relato em ordem, do começo ao fim.
  5. Anexe os arquivos que o portal aceitar e envie. Guarde o número do registro e o arquivo que chegar por e-mail.

O registro costuma passar por uma conferência antes de virar documento definitivo. Se algo estiver incompleto, o portal avisa e pede complemento.

O endereço oficial de cada estado está em boletim de ocorrência por estado, com o que aquele estado aceita registrar pela internet e o que ter em mãos. O serviço federal de registro fica em https://www.gov.br/pt-br/servicos/registrar-ocorrencia-policial-online. Endereços conferidos em 21 de agosto de 2026.

O que escrever no relato

Escreva simples, em ordem de tempo, sem opinião. Inclua:

  1. Data e horário em que a mensagem ou a ligação chegou.
  2. Como o contato aconteceu: WhatsApp, SMS, ligação, rede social, e-mail, site.
  3. O número de telefone, o perfil ou o e-mail usado pelo golpista.
  4. O que foi pedido e o que você fez.
  5. Valor, forma de pagamento e, no caso do Pix, a chave, o nome e o banco que aparecem no comprovante.
  6. Os números de protocolo do banco e a data em que você avisou.

Anexe prints da conversa, o comprovante e o boleto, quando houver. Não apague os originais do celular: a conversa completa vale mais do que um print recortado.

Quando o portal não resolve

Alguns estados não aceitam todo tipo de crime pela internet, e há casos que o sistema recusa — por exemplo quando há violência envolvida ou quando o valor precisa de perícia. Nesses casos, vá a uma delegacia da Polícia Civil, de preferência a que atende crimes cibernéticos, se existir na sua cidade.

Se o golpe envolveu conta bancária aberta no seu nome, empréstimo contratado por outra pessoa ou uso do seu documento, diga isso no relato: muda o encaminhamento do caso.

O Verifica não registra o boletim por você, e nenhum serviço cobra para registrar: o boletim é gratuito nos portais das polícias civis. Quem cobrar por isso está aplicando outro golpe.

Dúvidas frequentes

Preciso saber quem é o golpista para registrar?

Não. O boletim é registrado contra autor desconhecido. O que importa são os dados do contato e do pagamento.

Perdi pouco dinheiro. Vale a pena registrar?

Vale. Valores pequenos são a maior parte dos casos, e é o conjunto de registros que permite ligar um golpista a dezenas de vítimas.

Posso registrar em um estado diferente de onde moro?

O registro é feito no estado onde o fato aconteceu. Como golpes online acontecem onde você estava, use o seu estado. Se o portal perguntar o município, informe o seu.

Quanto tempo depois do golpe ainda dá para registrar?

Você pode registrar mesmo dias ou semanas depois. Só não deixe isso atrasar o aviso ao banco, que é a parte sensível ao tempo.

Na dúvida, encaminha.

Recebeu uma mensagem, link, boleto ou print que te deixou em dúvida? Encaminhe para o Verifica no WhatsApp. A primeira análise completa é grátis, sem cadastro e sem cartão.

O Verifica não é banco, WhatsApp, Meta, polícia ou órgão público, e nunca pede senha, código de verificação ou dados do cartão.

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