Falso recuperador

A segunda tentativa
chega oferecendo ajuda.

Quem acabou de perder dinheiro é o alvo mais procurado que existe: já está fragilizado e já provou que responde. Por isso a oferta de ajuda costuma chegar em poucos dias — às vezes em poucas horas.

Atualizado em 1 de setembro de 2026

Como a segunda tentativa funciona

Quem procura você pode ser o mesmo golpista, um parceiro dele ou alguém que comprou a lista de vítimas. O contato chega por ligação, mensagem, e-mail ou como resposta a um comentário seu em rede social.

Mensagem de número desconhecidoBom dia. Sou do setor jurídico responsável pela recuperação de valores do seu caso. Já conseguimos o bloqueio judicial. Falta apenas o pagamento das custas para a liberação hoje.

A história é sempre positiva e específica: alguém já achou o seu dinheiro, o processo já está adiantado, falta só uma taxa. Depois do primeiro pagamento aparece outro, e mais outro, até você desistir.

Os sinais de alerta

Os únicos caminhos reais

A lista é curta, e todos começam por você:

  1. O seu banco, pelo aplicativo ou pelo telefone do verso do cartão — bloqueio, contestação e, no Pix, o MED. Gratuito.
  2. O boletim de ocorrência, na Delegacia Virtual do seu estado. Gratuito.
  3. Reclamação formal na ouvidoria do banco, no canal de atendimento do Banco Central ou no Procon, se o banco não resolver. Gratuito.
  4. A Justiça, com um advogado que você procurou, ou pelo Juizado Especial Cível, que aceita causas menores sem advogado.
Nenhum desses caminhos começa com você pagando alguém que apareceu do nada. E nenhum deles pode prometer resultado.

O que fazer se já te procuraram

O que fazer agoraNão pague, não instale nada e não passe códigos. Encerre a conversa, bloqueie o contato e guarde os prints com data e horário.

Leve esses prints ao boletim de ocorrência — se você já tiver registrado um, peça o complemento, porque a segunda tentativa ajuda a ligar o seu caso a outros.

Se você chegou a pagar a “taxa”, trate como um novo golpe: ligue para o banco na hora, peça o MED e anote o protocolo.

O Verifica não fala com banco, polícia ou serviço de emergência por você e não pode garantir a recuperação.

Como não virar alvo da segunda tentativa

Dúvidas frequentes

Existe empresa séria de recuperação de valores?

Existem advogados que atuam nesses casos, e você os procura, não o contrário. Honorários combinados por contrato com um profissional que você escolheu são outra coisa, bem diferente de uma taxa pedida por telefone.

O contato mandou um documento com brasão e número de processo.

Documentos, brasões e números são fáceis de imitar. Se quiser conferir, procure o tribunal ou o órgão pelo canal oficial que você mesmo buscou — nunca pelo contato que a pessoa enviou.

Disseram que já bloquearam o valor e falta só a taxa.

Bloqueio judicial não é liberado mediante Pix a um particular. Encerre a conversa e leve os prints à polícia.

Fui procurado por alguém dizendo ser do Banco Central. É possível?

O Banco Central não liga para pessoas oferecendo devolução, não cobra taxas e não pede Pix. Reclamações no canal de atendimento dele são iniciadas por você.

Na dúvida, encaminha.

Recebeu uma mensagem, link, boleto ou print que te deixou em dúvida? Encaminhe para o Verifica no WhatsApp. A primeira análise completa é grátis, sem cadastro e sem cartão.

O Verifica não é banco, WhatsApp, Meta, polícia ou órgão público, e nunca pede senha, código de verificação ou dados do cartão.

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