Boletim de ocorrência online
no Amazonas, depois de um golpe.
O Amazonas usa o portal federal da Delegacia Virtual, e aqui vai a diferença que ninguém conta: na última conferência, a lista do estado não trazia o item “estelionato”. O golpe aplicado pela internet entra como crime cibernético.
Atualizado em 1 de setembro de 2026
Primeiro o banco, depois o boletim
O boletim continua sendo importante — ele é o documento que registra o crime, abre a investigação e costuma ser pedido pelo banco, pelo seguro e pela Justiça. Só não é o primeiro passo.
Se o dinheiro já saiu agora, mande “caí num golpe” no WhatsApp do Verifica. O guia de emergência é gratuito para qualquer pessoa, coloca banco e MED na frente e, no passo 3, abre o endereço oficial do registro online no Amazonas. O Verifica não registra o boletim por você e não fala com a polícia no seu lugar.
Como o registro online funciona no Amazonas
O registro é feito no portal federal do Ministério da Justiça, com o Amazonas selecionado na tela inicial. Quem analisa o pedido é a Polícia Civil do Amazonas.
O acesso pede conta gov.br e idade mínima de 18 anos. Guarde e-mail e telefone à mão: é por e-mail que chega a confirmação e o resultado da análise.
A lista do Amazonas é enxuta. Além de crime cibernético, ela traz furto, furto com arrombamento, roubo, ameaça, ofensas, maus-tratos contra animais, crimes contra o idoso e contra a pessoa com deficiência, violência doméstica contra a mulher, acidente de trânsito e a opção Outras Comunicações.
Golpe entra na lista do Amazonas?
Depende de como o golpe aconteceu. Se ele se deu pela internet — mensagem, rede social, site de compra, conta invadida — o item a escolher é Crime Cibernético.
Se o golpe não passou pela internet, a lista do Amazonas não tem hoje um item com o nome estelionato. Nesse caso restam duas saídas: usar Outras Comunicações, descrevendo o fato com todo o detalhe, ou procurar uma delegacia. Não invente uma categoria que pareça próxima: descreva o que houve e deixe a Polícia Civil enquadrar.
A lista de cada estado muda de tempos em tempos. Confira na própria tela do portal antes de concluir que o seu caso não cabe.
Passo a passo
- Banco primeiro: conteste, peça o MED se foi Pix e anote o protocolo.
- Abra o portal federal da Delegacia Virtual e marque o Amazonas.
- Entre com a conta gov.br.
- Escolha Crime Cibernético se o golpe veio pela internet. Se não veio, use Outras Comunicações.
- Conte o fato em ordem, com data, hora, valor, forma de pagamento e o contato de quem aplicou o golpe.
- Envie de uma vez só — o formulário não guarda rascunho — e anote o protocolo.
O que ter em mãos antes de começar
Separe tudo antes de abrir o formulário. Quase todo registro online tem tempo limitado de preenchimento, e perder a sessão no meio obriga a começar de novo:
- Documento com foto e o seu CPF.
- Um telefone e um e-mail que você realmente acessa — é por ali que chega o retorno do registro.
- Seu endereço completo, com CEP.
- A data, a hora e o resumo do que aconteceu, na ordem em que aconteceu.
- O valor perdido, a forma de pagamento e o comprovante (Pix, cartão, boleto ou transferência).
- O número de telefone, o perfil, o link ou o e-mail usado por quem aplicou o golpe.
- Prints da conversa inteira, do começo ao fim. Tire os prints, mas não apague as mensagens originais.
- Os protocolos que o banco passou, inclusive o do pedido de MED.
- Se houve invasão de conta ou de aplicativo, anote também a data e a hora em que você perdeu o acesso.
Escreva os fatos em ordem, com data, hora e valor. Um relato claro vale mais do que um relato longo: quem vai investigar precisa saber o que aconteceu, quando, quanto e para onde o dinheiro foi.
Se o registro online não der certo
O Amazonas tem uma delegacia especializada em crimes cibernéticos, em Manaus, que recebe justamente os casos de fraude pela internet. Se o registro online não cobrir o seu caso, é o lugar de procurar.
Fora de Manaus, qualquer delegacia da Polícia Civil registra o boletim. Leve os prints impressos ou no celular, o comprovante do pagamento e o protocolo do banco.
Em qualquer caso, você pode registrar o boletim pessoalmente em uma delegacia da Polícia Civil, levando os mesmos documentos e prints. O registro presencial não tem custo e não depende de o site estar no ar. Se o portal estiver fora do ar hoje, tente de novo mais tarde — algumas horas de atraso no boletim não impedem o registro, mas o pedido ao banco não pode esperar.
Dúvidas frequentes
Por que não acho “estelionato” na lista do Amazonas?
Cada estado escolhe quais tipos de ocorrência aceita pelo portal federal. Na última conferência, o Amazonas não tinha esse item disponível — o mais próximo, para golpe pela internet, é crime cibernético.
Usar “Outras Comunicações” enfraquece o meu registro?
Não. Essa opção existe para o fato que não consta na lista. Na análise, o policial confere as informações e ajusta a tipificação.
Consigo registrar sem conta gov.br?
Pelo portal federal, não. A alternativa é a delegacia presencial, que não exige conta digital nenhuma.
O golpe foi por WhatsApp. Isso conta como crime cibernético?
Conta como fato ocorrido pela internet, sim. Descreva o aplicativo, o número usado e o que foi combinado — esses detalhes ajudam mais do que o nome da categoria.
Na dúvida, encaminha.
Recebeu uma mensagem, link, boleto ou print que te deixou em dúvida? Encaminhe para o Verifica no WhatsApp. A primeira análise completa é grátis, sem cadastro e sem cartão.
O Verifica não é banco, WhatsApp, Meta, polícia ou órgão público, e nunca pede senha, código de verificação ou dados do cartão.
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