Boletim de ocorrência online
no Distrito Federal.
A Polícia Civil do Distrito Federal tem delegacia eletrônica própria e uma categoria específica para o seu caso: estelionato, fraudes e apropriações. É uma das mais bem definidas do país.
Atualizado em 1 de setembro de 2026
Primeiro o banco, depois o boletim
O boletim continua sendo importante — ele é o documento que registra o crime, abre a investigação e costuma ser pedido pelo banco, pelo seguro e pela Justiça. Só não é o primeiro passo.
Se o dinheiro já saiu agora, mande “caí num golpe” no WhatsApp do Verifica. O guia de emergência é gratuito para qualquer pessoa, coloca banco e MED na frente e, no passo 3, abre o endereço oficial do registro online no Distrito Federal. O Verifica não registra o boletim por você e não fala com a polícia no seu lugar.
Como o registro online funciona no Distrito Federal
O DF não usa o portal federal. O registro é feito no sistema da própria Polícia Civil do Distrito Federal, acessado pelo site institucional.
A categoria de fraude do DF cobre três coisas ao mesmo tempo: o estelionato clássico, o furto cometido por meio de fraude e a apropriação indébita. Na prática, entram cartão clonado, saque não autorizado e conta ou linha aberta no seu nome por outra pessoa.
Há uma exigência que vale ler duas vezes: em casos que envolvem banco, o registro precisa trazer banco, agência, conta, chave Pix e valores. Se esses dados faltarem, o boletim pode não ser homologado — ou seja, o registro não se completa.
A delegacia eletrônica do DF aceita golpe?
Aceita, na categoria Estelionato, Fraudes e Apropriações. É onde entram o Pix feito por engano, a compra paga e não entregue, o falso empréstimo e o uso indevido do seu nome.
A delegacia eletrônica do DF também recebe:
- Furtos e furto de cabos
- Ameaça e perturbação
- Ofensas (injúria, calúnia e difamação) e ofensas raciais
- Lesão corporal e maus-tratos a animais
- Ocorrências da Lei Maria da Penha
- Desaparecimento de pessoa
- Acidente de trânsito sem vítima
- Roubo e outros crimes
Passo a passo
- Fale com o banco, conteste e peça o MED se o pagamento foi por Pix. Anote tudo: banco, agência, conta, chave e valores.
- Abra a delegacia eletrônica pelo site oficial da Polícia Civil do Distrito Federal.
- Escolha Estelionato, Fraudes e Apropriações.
- Preencha seus dados e o endereço completo, com CEP.
- No relato, inclua os dados bancários da transação — sem eles o registro pode não ser homologado.
- Envie e guarde o comprovante. A cópia para impressão costuma ficar disponível cerca de 24 horas depois, por um período limitado — imprima ou salve o arquivo assim que puder.
O que ter em mãos antes de começar
Separe tudo antes de abrir o formulário. Quase todo registro online tem tempo limitado de preenchimento, e perder a sessão no meio obriga a começar de novo:
- Documento com foto e o seu CPF.
- Um telefone e um e-mail que você realmente acessa — é por ali que chega o retorno do registro.
- Seu endereço completo, com CEP.
- A data, a hora e o resumo do que aconteceu, na ordem em que aconteceu.
- O valor perdido, a forma de pagamento e o comprovante (Pix, cartão, boleto ou transferência).
- O número de telefone, o perfil, o link ou o e-mail usado por quem aplicou o golpe.
- Prints da conversa inteira, do começo ao fim. Tire os prints, mas não apague as mensagens originais.
- Os protocolos que o banco passou, inclusive o do pedido de MED.
- Banco, agência, conta, chave Pix e valores de cada transação contestada — o DF exige esses dados no relato.
Escreva os fatos em ordem, com data, hora e valor. Um relato claro vale mais do que um relato longo: quem vai investigar precisa saber o que aconteceu, quando, quanto e para onde o dinheiro foi.
Se o registro online não der certo
O DF exige atendimento presencial em algumas situações: quando a vítima ou o autor mora fora do Distrito Federal, quando o caso ainda está acontecendo e quando há decisão judicial envolvida.
Se o registro ficar suspenso à espera de informação, o DF dá um prazo para você responder. Fique de olho no e-mail: passado esse prazo, o pedido pode ser encerrado sem virar boletim.
Para golpes aplicados pela internet, o Distrito Federal tem uma delegacia especializada em crimes cibernéticos.
Em qualquer caso, você pode registrar o boletim pessoalmente em uma delegacia da Polícia Civil, levando os mesmos documentos e prints. O registro presencial não tem custo e não depende de o site estar no ar. Se o portal estiver fora do ar hoje, tente de novo mais tarde — algumas horas de atraso no boletim não impedem o registro, mas o pedido ao banco não pode esperar.
Dúvidas frequentes
Por que o DF pede tantos dados do banco?
Porque a categoria de fraude do DF cobre crimes bancários, e sem banco, agência, conta, chave Pix e valores o registro pode não ser homologado. Reúna tudo antes de começar.
Quando consigo imprimir o boletim?
A cópia costuma ficar disponível cerca de 24 horas após o registro, e a janela para imprimir é limitada. Salve o arquivo assim que aparecer.
Moro em Goiás e sofri o golpe em Brasília. Registro online?
O DF pede atendimento presencial quando a vítima ou o autor reside fora do Distrito Federal. Nesse caso, procure uma delegacia.
Meu pedido ficou “sobrestado”. O que significa?
Significa que a análise foi suspensa esperando uma informação sua. Responda dentro do prazo indicado, ou o pedido pode ser encerrado.
Na dúvida, encaminha.
Recebeu uma mensagem, link, boleto ou print que te deixou em dúvida? Encaminhe para o Verifica no WhatsApp. A primeira análise completa é grátis, sem cadastro e sem cartão.
O Verifica não é banco, WhatsApp, Meta, polícia ou órgão público, e nunca pede senha, código de verificação ou dados do cartão.
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