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Boletim de ocorrência online
na Bahia, depois de um golpe.

A Bahia usa o portal federal da Delegacia Virtual, do Ministério da Justiça, em vez de manter um site próprio. Estelionato está entre as ocorrências aceitas por lá.

Atualizado em 6 min de leitura
Neste guia
  1. Primeiro o banco, depois o boletim
  2. Como o registro online funciona na Bahia
  3. O portal aceita golpe e estelionato?
  4. Passo a passo
  5. O que ter em mãos antes de começar
  6. Se o registro online não der certo
  7. Dúvidas frequentes

Primeiro o banco, depois o boletim

Antes do boletimUm boletim de ocorrência não faz o dinheiro voltar sozinho. Antes de abrir qualquer site, ligue para o seu banco pelo número do verso do cartão ou use o aplicativo oficial. Se o pagamento saiu por Pix, peça o MED, o mecanismo especial de devolução: ele depende do tempo, e a chance de bloquear o valor cai a cada hora que passa.

O boletim continua sendo importante — ele é o documento que registra o crime, abre a investigação e costuma ser pedido pelo banco, pelo seguro e pela Justiça. Só não é o primeiro passo.

Se o dinheiro já saiu agora, mande “caí num golpe” no WhatsApp do Verifica. O guia de emergência é gratuito para qualquer pessoa, coloca banco e MED na frente e, no passo 3, abre o endereço oficial do registro online na Bahia. O Verifica não registra o boletim por você e não fala com a polícia no seu lugar.

Como o registro online funciona na Bahia

O serviço é descrito pelo próprio estado como registro de ocorrências policiais ocorridas na Bahia, de natureza criminosa ou não. Você escolhe a Bahia no portal e a Polícia Civil do estado analisa.

Os requisitos publicados pela Bahia são diretos: ser maior de idade, ter cadastro no gov.br e ter em mãos RG, CPF, comprovante de residência, e-mail e telefone. Se a vítima for menor de idade, quem registra é o responsável legal.

O prazo de retorno não é fixo. A Bahia informa que o envio da certidão da ocorrência varia conforme a complexidade do que foi comunicado — um caso simples volta rápido, um caso confuso demora.

O portal aceita golpe e estelionato?

Aceita, no item Estelionato. É a categoria certa para Pix feito por engano depois de uma conversa falsa, compra que não chegou, falso empréstimo e cobrança inventada.

A Bahia aceita ainda, pelo mesmo portal:

  • Furto, Roubo e Dano
  • Ameaça e Vias de fato
  • Racismo
  • Violência doméstica contra a mulher
  • Perturbação do sossego
  • Desaparecimento e localização de pessoa
  • Maus-tratos contra animais
  • Acidente de trânsito sem vítima
  • Perda ou extravio de documento ou objeto
  • Outras Comunicações

Passo a passo

Endereço oficial do registro online: Delegacia Virtual, portal federal do Ministério da Justiça (escolha Bahia na tela inicial)https://delegaciavirtual.sinesp.gov.br/portal/Se esse endereço não abrir, o serviço federal de registro está em https://www.gov.br/pt-br/servicos/registrar-ocorrencia-policial-online.
  1. Banco primeiro: conteste a transação, peça o MED em caso de Pix e guarde o protocolo.
  2. Separe RG, CPF, comprovante de residência, e-mail e telefone.
  3. Abra o portal federal da Delegacia Virtual e escolha a Bahia.
  4. Entre com a conta gov.br.
  5. Escolha Estelionato e conte o fato em ordem, com datas, valores e o contato usado por quem te enganou.
  6. Envie, anote o protocolo e espere o retorno por e-mail.
Endereços de portais oficiais mudam sem aviso. O endereço acima foi conferido em 21 de agosto de 2026. Se ele não abrir ou a página parecer diferente, chegue ao formulário pelo site oficial da Polícia Civil do estado, nunca por link de anúncio ou de mensagem. Registrar boletim de ocorrência não se paga: se a página pedir pagamento, senha do banco ou código recebido por SMS, feche.

O que ter em mãos antes de começar

Separe tudo antes de abrir o formulário. Quase todo registro online tem tempo limitado de preenchimento, e perder a sessão no meio obriga a começar de novo:

  • Documento com foto e o seu CPF.
  • Um telefone e um e-mail que você realmente acessa — é por ali que chega o retorno do registro.
  • Seu endereço completo, com CEP.
  • A data, a hora e o resumo do que aconteceu, na ordem em que aconteceu.
  • O valor perdido, a forma de pagamento e o comprovante (Pix, cartão, boleto ou transferência).
  • O número de telefone, o perfil, o link ou o e-mail usado por quem aplicou o golpe.
  • Prints da conversa inteira, do começo ao fim. Tire os prints, mas não apague as mensagens originais.
  • Os protocolos que o banco passou, inclusive o do pedido de MED.
  • Comprovante de residência — a Bahia pede esse documento no registro.

Escreva os fatos em ordem, com data, hora e valor. Um relato claro vale mais do que um relato longo: quem vai investigar precisa saber o que aconteceu, quando, quanto e para onde o dinheiro foi.

Se o registro online não der certo

A Bahia tem uma delegacia especializada em estelionato e outras fraudes, em Salvador. É o lugar indicado quando o caso é grande, envolve várias transferências ou passa de um simples relato.

Fora da capital, qualquer delegacia registra. Se você já tentou online e foi recusado, leve o e-mail da recusa junto com os comprovantes.

Em qualquer caso, você pode registrar o boletim pessoalmente em uma delegacia da Polícia Civil, levando os mesmos documentos e prints. O registro presencial não tem custo e não depende de o site estar no ar. Se o portal estiver fora do ar hoje, tente de novo mais tarde — algumas horas de atraso no boletim não impedem o registro, mas o pedido ao banco não pode esperar.

Dúvidas frequentes

Preciso de comprovante de residência?

A Bahia lista o comprovante entre os documentos do registro. Tenha uma conta recente em mãos, mesmo que o formulário não peça o arquivo em si.

Quanto tempo demora para receber a certidão da ocorrência?

Não há prazo único. O estado informa que o envio varia conforme a complexidade do fato comunicado.

Meu caso envolve violência. Posso registrar online?

Casos com violência física ou ameaça grave costumam exigir atendimento presencial. Se houver perigo imediato, ligue 190.

Registrei e nada aconteceu. O que faço?

Com o número do protocolo, procure a Polícia Civil da Bahia pelos canais oficiais de atendimento e pergunte pelo andamento. Guarde também os protocolos do banco.

Na dúvida, encaminha

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O Verifica não é banco, WhatsApp, Meta, polícia ou órgão público, e nunca pede senha, código de verificação ou dados do cartão.

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